“No momento em que temos um eu autônomo, há a possibilidade de nos pormos em primeiro lugar, querendo ser o centro e querendo, de fato, ser Deus. Esse foi o pecado de satanás: e esse é o pecado que ele ensina à humanidade. (...)
O que satanás colocou na cabeça de nossos antepassados foi a idéia de que poderiam “ser como deuses”, podendo viver por conta própria, como se tivessem criado a si mesmos; que poderiam ser os seus próprios mestres, podendo inventar uma certa felicidade fora de Deus, independente de Deus. E dessa tentativa sem esperança procede quase tudo o que chamamos a história humana: dinheiro, pobreza, ambição, guerra, prostituição, classes, impérios, escravidão; é a longa e terrível história do homem na procura de algo que não seja Deus e que o faça feliz.
(...) Deus projetou que a máquina humana se movesse à base de Deus mesmo. Ele mesmo é o combustível que os nossos espíritos devem queimar, ou o alimento a nutrir os nossos espíritos. Não há outro. Eis a razão porque não adianta pedir a Deus que nos faça felizes à nossa maneira sem nos preocuparmos com a religião. Deus não pode dar felicidade e paz independentes de Si mesmo, porque não existem. Realmente, não existe isso.”
C. S. Lewis
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